
Absorvido na imensidão da implacável solidão.
Submerso em meus próprios pensamentos sombrios.
Lembranças de um passado obscuro, marcado pela tristeza que me consome,
Lembranças que ficaram como feridas na alma.
O silêncio depressivo no ar, em uma noite gélida e melancólica, onde se ouve as batidas do meu coração, e o triste canto do vento...
...Como se fosse o grito de uma alma atormentada... Compondo assim, uma sonância fúnebre de mais uma noite solitária.
Terrores noturnos assolam a minha mente, deixando-me em uma brutal agonia.
As lágrimas embaçam as retinas, lágrimas que transbordam de uma alma angustiada.
Deitado em um lugar privado da luz, com o coração afogado em mágoas, sentindo o abraço forte do “demônio azul”...
Permitindo que as sombras envolvam, deixando meus olhos se acostumem com a escuridão... E alma com a solidão...
Trajando sempre preto, para que o corpo expresse o luto de uma alma morta.
Em meio às sombras, clamei em alta voz por misericórdia, o meu grito agonizante emergiu da escuridão, fendendo o silêncio e chegando ao Poderoso Deus...
Uma luz feriu mortalmente as trevas...
Morte, tristeza, desespero, medo...
Fugiram da intensa luz.
Como insetos que fogem, quando levantamos uma pedra onde se abrigavam.
A luz inundou o meu ser.
Uma sombra levantou-se por detrás de mim, uma presença tão doce e tranqüila, uma paz maravilhosa...
Que curou as chagas de minha alma, finalizando a minha angústia...
Sim, estou na Sombra...
Na sombra do Onipotente!
Sanctus